sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Não piso em ovos.
Não piso em diamantes.
Folhas secas
nostalgia
Enterrada.

Hoje piso em Flores e Calos
Flores pequenas e Calos amarelos.
Inverta a ordem. Adicione ou subtraia factos.
Liberdade!

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Foi só um mau jeito no coração. Jajá passa!

L'ultimo regalo

Não quero mais meu coração!
Leva, ele é todo seu.
Pra mim não tem mais serventia
e pode a ti ser precioso.
Pode te servir de step do amor:
Ache uma caixinha delicada
como aquela em que com carinho
guardas aquelas suas pedrinhas da alegria,
guarde nela o que te entrego
e ainda coloque alguns adornos.
Guarde com estima
e nem precisa trancar, é teu.
Quando sentires a vida amarga
lembre-se, meu coração é doce
nunca guardou consigo
uma mágoa nem rancor.
E quando seu harém embora for
ou estiverem ocupadas
todas essas suas senhoras,
podes usar o step do amor.
Ele saberá como ninguém
te dar o carinho que precisas,
em qualquer um dos polos que for,
abra a caixa, tem calor!



"... e me mandou o primeiro coraçãozinho no momento em que terminamos. Achei de uma compaixão sem tamanho."
"... e me mandou o primeiro coraçãozinho no momento em que terminamos. Achei de uma compaixão sem tamanho."

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

sei que vim

sei bem de onde eu vim.
e não é o lugar do por favor.
é um lugar de faz tempo,
de quando o vento vira fogo
e as coisas acontecem
porque têm de acontecer.
são tecidas na convivência
e não tem certo nem errado.
culpado não é enterrado,
pois culpa não nasce.

vim do ventre de todos os mares
pequenininha, caminhando sobre as ondas.
vim feita de ar.

do tempo que vim
ninguém manda em ninguém;
obedecemos a natureza.
caçamos, casamos, cantamos e somos voz.

venho do tempo em que a vida é generosa
e lá somos todos também.
no tempo que eu vim dele, amor não se nomeia,
não é perdão, não é razão,
e muito menos causa dor.


nesse tempo que agora sou,
estou sem saber estar.
perdi minhas asas no caminho
e  no novo busco a chave da porta secreta,
onde detrás estão escondidas
as asas de todo meu povo.

identidade

com tudo que é de sofrer
eu to me identificando
me sinto a cara da derrota
sempre perdendo
esquecendo de vencer
quando acho alguma coisa
é incerteza ou confusão

com tudo que é de amor
sempre me identifico
também de um amor que é egoísta
e nada tem com compaixão

que tudo que é saudade
faço de mim isso que é
um ser sem presente ativo
que já conhece o lugar da angústia
e nele se acomoda ainda,
com luxuosidade e despojo plenos.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

porque assim fica difícil
lembro de ti em cada movimento banal
me lembro de ti ouvindo rage
me lembro de ti fumando o 16:20
lembro de ti chupando alguém
e batendo uma então... inevitável
lembro de ti ao ler a bíblia, vê se pode
lembro de ti no carnaval
lembro de ti comendo carolinas, e quando outrém as come também
me meto em meditação
quando não tem barulho, quando já temos um silêncio de paz, conseguimos ouvir os grilos
aí me lembro de novo
e a cada vez que minha voz pode ecoar no ar,
é de ti que me lembro e de quando ainda esperava tuas respostas.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

e daria certo,
eu atéia
ela crente 
eu plebéia
ela rente
e deus entre nós,
três: santíssima voz ?

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Atropelada pelo amor
No mesmo asfalto
De se fritar
ovos.