Mostrando postagens com marcador inverno. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador inverno. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 21 de maio de 2015

mais um chá

Eram 18:27, a água fervia na chaleira,
mas ainda selecionávamos as ervas que caberiam naquele momento de extrema aflição.
Uma angústia tamanha
que só não se sabia muito bem de onde vinha porquê as fontes eram inúmeras
e em suas ramificações a confusão fazia estadia.
Ele um chá de morango e eu de lichia da china.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

quadra do sei esperar

ta tudo bem por aqui
mas sem referencial
já to anestesiada
quase tudo é normal

dentro disso o frio é chato
coisa que não quero em mim
aí, confusão é fato
mas não me mato no fim

ansiosa eu espero
a chuva tocar a flor
anulando o momento divino
de um ser que nem brotou

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Ode às Andorinhas

é que no inverno eu sofro,
no inverno eu sinto dor.
enquanto não passa esse interno
meu amor não me quer,
sem amor
sin patia.
acho que é o porquê do frio
e assim são as contradições da vida.
então, Andorinha,
reconheço saudade
e também conforto,
e mesmo vindo de uma só
me traz ao menos esperança,
de que levarás minha tristeza às outras
que nos trarão o verão!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Aulas de Tânia Macêdo n.1

fartura e regurgito
comércio e banco
água luz e telefone
o "Jardins" do pedaço
com seus holofotes voltados
para os homens ajoelhados,
quase invejosos,
e submetidos
àquela violência ainda colonial.
ajoelhados homens
que dão vida
à "Mussaques" e "Kubatas"
e às aduelas de barril.
e lá, na Kissama
já era nascido o Turra,
filho de Hoji,
o Prometeu africano,
que viria me trazer
LUTA E RESISTÊNCIA
isso ainda muito longe da última rua de asfalto.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

huida



















Um eclipse rolava em minha janela
e já quase partia, tão belo
e sem ao menos despedir-se.
Estava subindo, fugindo de minha vista cansada,
amargurada vista de poeira e solidão.
Vista cansada de ver, ouvido surdo por opção, fez bem ao não falar.
Foi quando eu chamei e ela ouviu,
nem sei porque ouviu, que minha voz já era tão falha,
exaurida de eternamente chamar
num vasto eco acústico estridente
da crina do cavalo à taquara rachada.

Num disse nada, nem eu disse, não dançou, não despiu-se,
mas me olhou. Olhou pra mim como se não visse o que todos teimavam em ver.



Me deu um banho de luz e anoiteci na noite que lua me propôs.