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segunda-feira, 13 de julho de 2015

Contagem negreciva

segunda-feira, 6 de julho de 2015

O bote

Quando na linha do horizonte se vê o amor ao mar,
(Ele é cheio de emoção)
Ele preenche
Ele invade
E transborda a felicidade
Que rebate e bate na pedra,
Confiante e violento.
Quem aqui espera vê
E confirma sua chegada:
"Ele vem me buscar remando,
E debaixo do céu os encontros são divinos,
Ele só pode ser maluco,
E tudo pode acontecer."
A moça bonita que espera, agora é vênus.
É o vento ventando e fazendo esvoaçar
Sua cabeleira de linhaça,
entre negras e douradas,
Como as borboletas saltitantes
Do capote de Maristela.
São seus músculos se contraindo
E de súbito a boca se abre.
É uma vênus do ébano,
Uma oxum do quebra pote,
Exibindo uma linda arcada marfínica,
Deixando escorrer seu Cândido veneno lacrimoso
Provocando, assim, desejo imenso
aos transeuntes do cais.

Todos querem agora amar.

#oamorvemdebote

quinta-feira, 21 de maio de 2015

barba azul - a queda a destruição


a destruição não começou hoje
ela nasce de um momento feliz
nasce na ternura a destruição.

de um suspiro de gozo
e de um sorriso gostoso.

mate o Barba Azul!

sexta-feira, 13 de março de 2015

guiadas por um fio

promover uma conversa afiada.
que se fia na confiança.
na verdade que se pode ser dita de ser para ser.
pensando um jeito de tramar, sem que nós sejam feitos.
algo que se misture e nos forneça calor.
que esteja bem arrematado, mas que se caso queira desfazer,
é só puxar o fio, que com leveza se desenrola
e recomeça do começo.
um começo já vivido e outrora experienciado.
tramemos!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

via 2 de julho

salvador me fode de quatro.
quer me foder e me fode de quatro.
fui bailar com o buzu,
e acredita, cabeça,
que ele pisou em meu pé?
não sabia dançar
e era muito grande pra mim,
mas sim, no carnaval
pouco importa e menos dói.
saí mancando, mas feliz,
e ainda saltitante.
pelada e saltitante,
preguiça e depois mar,
e ainda com uns penduricalhos,
independência!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

chorei de tão eu agora estava

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

preterida

não sei o que dizer quando os meus ideais se conflitam com o ideal de um ídolo. é um não saber profundo, cheio de sentimentos indecifrados. um não saber.
profundos, sentidos à um palmo abaixo da garganta. nesse chacra que mais parece um vazio de angústia.
angústia então é um vazio? angústia está presente quando se espera algo. esse presente que é o presente precisa de reverência! esperar algo é semente de frustração por uma resposta. receba vazio de sentimento e um cheio de "princípio e fundamento", tudo reconstruído, uma cópia fiel e descontextualizada.
nunca me senti pertencente à esse mundo. sou aquariana e sei que vim de Vênus. não consigo esquecer meu antigo paraíso. não e existia bem e mal e o amor, por ser inerente, não era nomeado. um mundo livre e coerente. depressão do eu aqui.
os seres daqui tem expectativa para com meu ser. tais expectativas não são sempre atendidas e o olhar é a repreensão.
já nem quero entrar no quartinho. no quartinho é onde a hierarquia impera, se faz acontecer de forma brutalmente brilhante. relações não horizontais eu tô fora. respeito aos mais velhos, mas não à tirania. relações verticais não. não. intenso, verdadeiro, e não superficial. verdadeiro. respeitoso.
não caia nessa de poder, meu velho. não caia. preterimento e preferimento e o castigo ainda existe. somos atuais é tão arcaico punir.
esse mundo cheio de ísmos onde a razão se anula pura e simplesmente por ser ísmo. machismo = feminismo. e a minha luta não é por igualdade, mas sim por reconhecimento e acolhimento de cada singularidade.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Kalos kai Agathos

Coisa? Tudo é coisa!
As coisas não são só seres.
Sim, são estares.
Sim, são quereres.
São a não plenitude do sentimento,
o tempo e a falta dele,
e não se nomeiam no silêncio,
mas são coisas e se distinguem.

O realismo, pois a natureza
é parte essencial da criação.
A beleza é Luz,
tranquiliza  e é sinal de nobreza.
É origem e princípio divino das coisas.
As cores são coisas
e a Luz passa por elas,
precisa-se ver.
Projeção.
Usamos lentes, usamos óculos,
precisa-se ver!

São seres também.
E já não somos frutos
do pecado original.
Somos seres de Luz,
e nossa herança não é a culpa,
somos verdade.
As verdades se revelam e a graça é alcançada.
Somos seres de Luz.


segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Macumba da seca

Vou ali chorar no ralo
pra ver se ele me bebe
como água de reuso.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

tatu

isso, esse meu jeitinho jeca
não passa de um impulso.
meu instinto me cuidando,
não me deixando perder
a última gota de precipitação.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

caminhando sobre calos

muitas vezes muito doem
poucas vezes pouco doem
nunca não doem se existem
as vezes se anulam por costume
provocando alívio não identificado
mas ainda assim alívio sentido

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

então

Em tão pouco tempo
deixaria de sofrer.
Imaginação, diz o Taata, não é ação.
Deixaria de viver o futuro
impalpável em suas mãos.

Em tão pouco tempo
deixaria o passado ir adiante,
de um ponto de vista oposto,
posto na pista da volta
desprolongando o minuto do ser.

Passaria, então, a ouvir
seu próprio universo
não desconecto do todo,
pois apenas um somos,
Presente do universo
Dórum Sácrum
Kronus Sácrum

Ou sentiria que esse fora o recado
e cumprido em sua essência
do começo desconhecido
ao fim enigmático,

indivíduo grão de areia.

Mas continuaria aceitando
o céu de hoje aos olhos

ou daqui a nove ou dez anos
buscaria o para si?

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Devastidão

Ficar bem eu fico
O difícil é me cuidar.
Me cuidar me cuido
Mas deixo muito pra trás.
Para trás memória
Da memória se esvaiu.
Se esvaiu passado
Passado correu pro riu.
Todo rio no mar
E o mar devastidão.
De vastidão é tudo
Tudo nada quase é.
É quase ficar bem
Isso sem perder a fé.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

20 de Novembro

livre livre livre!
dentro de minha ousadia.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

iniciante

sou o amador
o que ama sem saber
aquele que se entrega e sente
e tem presente
a dor em seu altar.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

solo de rubi
















na
volta às minhas origens
a dor se intensifica.
as raízes que ficaram, não foram comigo,
foram obrigadas a enrijecer
e ocuparam meu antigo e terno pedaço de terra,
crescendo-se em si e se perpetuando
nas sementes eminentes de seus próprios frutos.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

no aguidá


água, cachaça e água
e uma comidinha se tiver

os espíritos de luz 
do reverendo mestre
me pediram pra curar 
e o tambor é minha cura

coisa boa é eu feliz
realista real realizada
cheia de amor
dentro e fora de mim

dentro e fora de mim



terça-feira, 24 de julho de 2012

povo de aruanda

ando eu e meus mortos, o povo de Aruanda.
ficus, galhos entranhados, mulemba:
desvio na noite. não escuto conversa alheia e pra essa reunião
ainda não fui chamada.