sirene:
aí os caras batem pra caralho e mandam entrar na caçamba
sirene:
aí os caras tentam de tudo sem saber o que fazer pro quase morto viver
sirene:
aí o bedel manda todos entrarem e fique fiquem quietos
sirene: assalariado bate o ponto e deixa (ter >ser).
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quinta-feira, 25 de junho de 2015
quinta-feira, 21 de maio de 2015
barba azul - a queda a destruição
a destruição não começou hoje
ela nasce de um momento feliz
nasce na ternura a destruição.
de um suspiro de gozo
e de um sorriso gostoso.
mate o Barba Azul!
mate o Barba Azul!
sexta-feira, 13 de março de 2015
guiadas por um fio
promover uma conversa afiada.
que se fia na confiança.
na verdade que se pode ser dita de ser para ser.
pensando um jeito de tramar, sem que nós sejam feitos.
algo que se misture e nos forneça calor.
que esteja bem arrematado, mas que se caso queira desfazer,
é só puxar o fio, que com leveza se desenrola
e recomeça do começo.
um começo já vivido e outrora experienciado.
tramemos!
que se fia na confiança.
na verdade que se pode ser dita de ser para ser.
pensando um jeito de tramar, sem que nós sejam feitos.
algo que se misture e nos forneça calor.
que esteja bem arrematado, mas que se caso queira desfazer,
é só puxar o fio, que com leveza se desenrola
e recomeça do começo.
um começo já vivido e outrora experienciado.
tramemos!
péra inda, vélo!
amor, meu dengo,
não vá agora,
espere ainda,
me ouça:
estou disposta a voltar
e partir do momento
em que comecei a me precipitar.
foi no nosso primeiro beijo,
três horas depois
de termos nos conhecido.
quero mais apertar sua mente não, velho.
fique.
não vá agora,
espere ainda,
me ouça:
estou disposta a voltar
e partir do momento
em que comecei a me precipitar.
foi no nosso primeiro beijo,
três horas depois
de termos nos conhecido.
quero mais apertar sua mente não, velho.
fique.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
a minha vida em São Paulo (e não sei de quantos mais)
Aí as pessoas falam: "Acho que você tem que sair um pouco de São Paulo. Não sei. Tomar um ar fresco. Respirar de verdade sabe. Andar um pouco e dar um mergulho.Viver uma cachoeira! Entrar de baixo de uma queda. Dá uma chacoalhada na vida." Dar uma chacoalhada na vida você tá querendo me dizer acordar? Tipo, alou, a vida está aí. Entendi. Tipo uma queda. Quedas fazem isso mesmo, mas não sei com que eficiência, meu corpo é um baú, que guarda relíquias em forma de cicatrizes literais. Tapas na cara também são ótimos despertadores, mas esses no sentido figurativo, e me parece que os tapas na cara que São Paulo dá na gente não são nada figurativos. Ela é agressiva, é autoritária. Vive nos dizendo: " E aí, vai ficar aí rolezinho? Andando de mão dada? Tocando um violão ou o quê?"
É muita coisa. É muita coisa atrapalhada na cabeça.
Acho que esses gazes conduzem à nebulosidade lógica. Depressão. Amigos que dizem que estão perto mas não estão. A cocaína. Ah, que bom que ela não existe mais em minha vida.
O amor. Não sabem amar. Não querem amar. São egoístas e não querem dar o que não tem.
E é isso que eu sinto. Me sinto envelhecendo em São Paulo. No mesmo esquema quatrocentão, sem criatividade. Me sinto cada vez mais parecida com a Brigite Bardot do Tom Zé. Velha, triste e sozinha. Velha para lançar o meu primeiro livro.
E se vivo no meio de um povo maluco e masoquista, também me sinto maluca e masoquista. E é claro que tudo isso não acontece só aqui, mas acho que a falta de tempo que as pessoas tem para perceber o quanto importante é dividir e comungar, causada pelo excesso de devoção ao trabalho, a inveja, a cobiça, disfarçadas de ambição e garra. Isso se mostra bem mais claro e nítido aqui. Sem nenhum nível de astigmatismo que nuble isso aos meus olhos.
Fico triste que os grandes artistas não tenham conseguido amolecer esse coração acimentado. Foi isso. Chegaram com aquela maquinona medonha, um daqueles monstros típicos daqui, a bitoleira, essa grande o suficiente, que coubesse o todo o cimento para encobrir a Grande São Paulo.
Eu parei de culpar o mundo pelos meus problemas, mas não paro de culpar a São Paulo.
É muita coisa. É muita coisa atrapalhada na cabeça.
Acho que esses gazes conduzem à nebulosidade lógica. Depressão. Amigos que dizem que estão perto mas não estão. A cocaína. Ah, que bom que ela não existe mais em minha vida.
O amor. Não sabem amar. Não querem amar. São egoístas e não querem dar o que não tem.
E é isso que eu sinto. Me sinto envelhecendo em São Paulo. No mesmo esquema quatrocentão, sem criatividade. Me sinto cada vez mais parecida com a Brigite Bardot do Tom Zé. Velha, triste e sozinha. Velha para lançar o meu primeiro livro.
E se vivo no meio de um povo maluco e masoquista, também me sinto maluca e masoquista. E é claro que tudo isso não acontece só aqui, mas acho que a falta de tempo que as pessoas tem para perceber o quanto importante é dividir e comungar, causada pelo excesso de devoção ao trabalho, a inveja, a cobiça, disfarçadas de ambição e garra. Isso se mostra bem mais claro e nítido aqui. Sem nenhum nível de astigmatismo que nuble isso aos meus olhos.
Fico triste que os grandes artistas não tenham conseguido amolecer esse coração acimentado. Foi isso. Chegaram com aquela maquinona medonha, um daqueles monstros típicos daqui, a bitoleira, essa grande o suficiente, que coubesse o todo o cimento para encobrir a Grande São Paulo.
Eu parei de culpar o mundo pelos meus problemas, mas não paro de culpar a São Paulo.
preterida
não sei o que dizer quando os meus ideais se conflitam com o ideal de um ídolo. é um não saber profundo, cheio de sentimentos indecifrados. um não saber.
profundos, sentidos à um palmo abaixo da garganta. nesse chacra que mais parece um vazio de angústia.
angústia então é um vazio? angústia está presente quando se espera algo. esse presente que é o presente precisa de reverência! esperar algo é semente de frustração por uma resposta. receba vazio de sentimento e um cheio de "princípio e fundamento", tudo reconstruído, uma cópia fiel e descontextualizada.
nunca me senti pertencente à esse mundo. sou aquariana e sei que vim de Vênus. não consigo esquecer meu antigo paraíso. não e existia bem e mal e o amor, por ser inerente, não era nomeado. um mundo livre e coerente. depressão do eu aqui.
os seres daqui tem expectativa para com meu ser. tais expectativas não são sempre atendidas e o olhar é a repreensão.
já nem quero entrar no quartinho. no quartinho é onde a hierarquia impera, se faz acontecer de forma brutalmente brilhante. relações não horizontais eu tô fora. respeito aos mais velhos, mas não à tirania. relações verticais não. não. intenso, verdadeiro, e não superficial. verdadeiro. respeitoso.
não caia nessa de poder, meu velho. não caia. preterimento e preferimento e o castigo ainda existe. somos atuais é tão arcaico punir.
esse mundo cheio de ísmos onde a razão se anula pura e simplesmente por ser ísmo. machismo = feminismo. e a minha luta não é por igualdade, mas sim por reconhecimento e acolhimento de cada singularidade.
quinta-feira, 24 de julho de 2014
Tenho
tanto pensamento que eu queria compartir hoje... Mas não sei, o povo
anda julgando muito, e o pior, sem conhecimento. Aí vira agressão e
ódio.
Mas cara, HIPOCRISIA,. Taí, me dói tanto. Pincipalmente entre grupos que convivem sempre. Aquele que não é hipócrita, que faz e assume, o que na verdade todos os outros fazem e fingem não fazer, aquele que o faz, é extremamente julgado e martirizado. Por quê cagas d'água não tentar mudar o combinado, já que todos (inclusive "graduados"na comunidade) fazem escondido as paradas "proibidas"?
Esse recado está bem endereçado e por favor, seus dissimulados, vistam as carapuças!
Com amor , EU
Mas cara, HIPOCRISIA,. Taí, me dói tanto. Pincipalmente entre grupos que convivem sempre. Aquele que não é hipócrita, que faz e assume, o que na verdade todos os outros fazem e fingem não fazer, aquele que o faz, é extremamente julgado e martirizado. Por quê cagas d'água não tentar mudar o combinado, já que todos (inclusive "graduados"na comunidade) fazem escondido as paradas "proibidas"?
Esse recado está bem endereçado e por favor, seus dissimulados, vistam as carapuças!
Com amor , EU
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