quarta-feira, 3 de agosto de 2011

muito sincero no som
mega bass sangue bom
quase doido doidon
jo nel mar salezon
sinto shanti e om
eu você e o shandon
doce miel de ilusion

e com que culpa me pagas?

eu não quero culpa em mim
pra mim
por mim
não tenho
sinto vivo
e cada vez mais
amo
e se quiseres amar, vem comigo
e não se esqueça que é simples, princípio primeiro.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Um clima. Um dente. Uma jóia. Um vaqueiro arriado. Uma dor no coração. Um rio seco. Uma garganta seca. Um ventre virado. O tempo virou.

domingo, 24 de julho de 2011

Vou saudar Chico Minêro, vou pras bandas do Goiás.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

aquela camisa rasgada com o calção de futebol.
malandragem dá um tempo.
deixa meu coração respirar.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

fotogafia

Sinto saber que aquelas fotos
são apenas ilusão
de uma lembrança perpétua
de sentimentos puros e efêmeros.
Meu amor que ficou pra traz
já não lembra de mim.
Não me ve em seus sonhos e perdeu sua segurança
ao me passar sua guia, progida por Ewà.
Sou agora resposável
pela segurança de quem me segurou e amarrou.

-Teus olhos, meus olhos -os olhos- eles choram em meu punho
e Santa Luzia ampara essa emoção.
Nos guia
Nos proteje.
Ela com a nossa, eu com a tua e tu com a minha.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

se eu não voltar

Se para o ano
não me encontrares na promessa
já te preocupe não é festa
alguma coisa aconteceu

Jamais iria
me esquecer do meu compromisso
e saiba que tudo isso
é muito sério para mim

Meu São Marçal
que esse ano me abençoou
e que firmou nosso amor
não ficaria sem a minha graça

Então
vens atrás de mim
me procure sim
saiba o que aconteceu

Mas não
deixes tua missão
que nosso santo é maior
do que meu pobre coração.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

huida



















Um eclipse rolava em minha janela
e já quase partia, tão belo
e sem ao menos despedir-se.
Estava subindo, fugindo de minha vista cansada,
amargurada vista de poeira e solidão.
Vista cansada de ver, ouvido surdo por opção, fez bem ao não falar.
Foi quando eu chamei e ela ouviu,
nem sei porque ouviu, que minha voz já era tão falha,
exaurida de eternamente chamar
num vasto eco acústico estridente
da crina do cavalo à taquara rachada.

Num disse nada, nem eu disse, não dançou, não despiu-se,
mas me olhou. Olhou pra mim como se não visse o que todos teimavam em ver.



Me deu um banho de luz e anoiteci na noite que lua me propôs.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

acho que o povo perdeu mesmo a noção, não me excluo não, mas calma lá.
até onde vai sua estrada?
me agoniza até a alma esse fingir ser, essa vontade de querer aquilo que não é, sem deixar o movimento natural do sentir e querer, atropelado pelo olhar com despeito ao que nem se sabe se feliz é.
impurezas assumidas e ainda mascaradas, nada é puro senão a água vinda da fonte ou o sorriso de criança, até onde sei, e não me venha com ironias, cachaças ou puro creme do milho. pureza....
espontaneidade ensaiada por árduas horas sob um sol à pino.
mascaras de ferro que quando tiradas revelam aquele rosto de anos ser sem saber o que é, o que realmente é, leva tempo eu sei, se descobrir, mas como Picasso, pinto o que conheço, e não me faço de invenções.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

maú
dadi
maú
dadi
dadi
dadó,
maú
bem aqui
o sol poeta
numa calma que me afeta
mesmo fingindo
me convém

me convém se
o dia é bom
se na tempestade
destruo
o impuro e
purifico cada ser de minha alma