quarta-feira, 27 de abril de 2016
terça-feira, 12 de abril de 2016
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
fundo do poço
Foi bom que tu me largastes aqui sozinha.
Está escuro
mas foi bom.
Está frio
mas foi bom.
É bem úmido aqui.
É uma propícia situação para uma semente nascer.
Confluem hora e local
E sendo tão escuro aqui, pude ver clareza.
Tive que vir no fundo do poço escuro,
nessa caverna estalagnosa,
pra enxergar a realidade.
Desde que me largastes
recebi muitos amores.
Recebi visita do Eduardo,
parece que sabia
que não estavas mais aqui.
Recebi uma carta do Otávio,
me chamando de amor e me desejando o melhor no mundo,
e que se fosse ao lado dele melhor.
Me apertaram com abraços como há tempos eu não deixava.
Me deixei afagar por outrem.
Me deixe ter amor pleno.
Está escuro
mas foi bom.
Está frio
mas foi bom.
É bem úmido aqui.
É uma propícia situação para uma semente nascer.
Confluem hora e local
E sendo tão escuro aqui, pude ver clareza.
Tive que vir no fundo do poço escuro,
nessa caverna estalagnosa,
pra enxergar a realidade.
Desde que me largastes
recebi muitos amores.
Recebi visita do Eduardo,
parece que sabia
que não estavas mais aqui.
Recebi uma carta do Otávio,
me chamando de amor e me desejando o melhor no mundo,
e que se fosse ao lado dele melhor.
Me apertaram com abraços como há tempos eu não deixava.
Me deixei afagar por outrem.
Me deixe ter amor pleno.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
rio maracanã
quando o querer conflui
com o tempo do ter
a pré-feitura é o lugar
é o barraco, é o barro,
é o barroco
é o chão
batido com os pés
de nossas danças no infinito
pés avisam:
quaisquer forem os aromas
serão chêros os pescoços
o moço-homem é merecedor,
mas diz,
não será rio nessa vida.
a moça-mulher prepara seu corpo;
um rio no engano
que ainda não desaguou
pela ordem
agora florir
o belo breve intenso,
ou longo porvir.
com o tempo do ter
a pré-feitura é o lugar
é o barraco, é o barro,
é o barroco
é o chão
batido com os pés
de nossas danças no infinito
pés avisam:
quaisquer forem os aromas
serão chêros os pescoços
o moço-homem é merecedor,
mas diz,
não será rio nessa vida.
a moça-mulher prepara seu corpo;
um rio no engano
que ainda não desaguou
pela ordem
agora florir
o belo breve intenso,
ou longo porvir.
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
halloween
É isso é que dá. Essa mania de trazer tudo de fora pra cá. Hora do cafezinho é coffebreak, aquilo que está nas cabeças é top of minds, qualquer simples sim vira yes e vai se foder é fuckyou.
Luis Claudio já era bem grandinho. Já havia se formado no curso de Ciências da Computação, e com o salário de iniciante na ANATEL já conseguia pagar tranquilo a metade do aluguel do apêzinho que dividia com Artur, seu companheiro dos tempos da faculdade.
era grandinho, mas mesmo assim, como uma mundana espera ansiosa o carnaval, ele esperava da mesma forma, todos os anos, o Halloween. Esse ano não foi diferente e, assim como um bom carnavalesco um mês antes da farra já tem sua fantasia brilhando, reluzente na cabeça, se não nas mãos, com Luca e o Halloween era assim também. Esse sabia bem o que fazer. Eram bem elaboradas suas vestes. No ano passado mesmo ele foi de Vampiro-Feliciano.
Passou a semana inteira pulando. Indo de loja em loja, do CONIC ao Guará e a algumas cooperativas de reciclagem.
A festa seria no Lago Sul mas no caminho buscaria no aeroporto JK sua namorada. Adelaide, que depois de ter terminado seu curso de pedagogia na UnB voltara para Niterói, sua terra Natal.
Luca foi pontual mas o vôo não. Santos Dummont é sempre embaço, pra chegar ou pra sair. Luca desceu do carro e se dirigiu ao guichê da empresa aérea. Luca não conseguiu, porém, chegar ao seu destino pois sua fantasia era tão boa e bem bolada, mas tão boa e bem bolada que ao seu terceiro passo, toda a força tática já estava ao seu redor. E de nada adiantava Adelaide gritar ou espernear, nem tentar explicar, de burca fantasiada. Teriam que desarmar o homem bomba no salão de festas da Polícia Federal.
Luis Claudio já era bem grandinho. Já havia se formado no curso de Ciências da Computação, e com o salário de iniciante na ANATEL já conseguia pagar tranquilo a metade do aluguel do apêzinho que dividia com Artur, seu companheiro dos tempos da faculdade.
era grandinho, mas mesmo assim, como uma mundana espera ansiosa o carnaval, ele esperava da mesma forma, todos os anos, o Halloween. Esse ano não foi diferente e, assim como um bom carnavalesco um mês antes da farra já tem sua fantasia brilhando, reluzente na cabeça, se não nas mãos, com Luca e o Halloween era assim também. Esse sabia bem o que fazer. Eram bem elaboradas suas vestes. No ano passado mesmo ele foi de Vampiro-Feliciano.
Passou a semana inteira pulando. Indo de loja em loja, do CONIC ao Guará e a algumas cooperativas de reciclagem.
A festa seria no Lago Sul mas no caminho buscaria no aeroporto JK sua namorada. Adelaide, que depois de ter terminado seu curso de pedagogia na UnB voltara para Niterói, sua terra Natal.
Luca foi pontual mas o vôo não. Santos Dummont é sempre embaço, pra chegar ou pra sair. Luca desceu do carro e se dirigiu ao guichê da empresa aérea. Luca não conseguiu, porém, chegar ao seu destino pois sua fantasia era tão boa e bem bolada, mas tão boa e bem bolada que ao seu terceiro passo, toda a força tática já estava ao seu redor. E de nada adiantava Adelaide gritar ou espernear, nem tentar explicar, de burca fantasiada. Teriam que desarmar o homem bomba no salão de festas da Polícia Federal.
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
Assinar:
Postagens (Atom)