sexta-feira, 20 de junho de 2014

Trajeto ponto casa

Cu na mão
Coração na garganta
Celular na boceta

quarta-feira, 4 de junho de 2014

O cantar do sereiano

Cantava todos os dias
Diariamente firme e forte
Melodias bonitas
As vezes algumas letras
E mais intonação.
Sotaque.
Já ouvia há tempos
Mas negava a escutar
E como era bonito ver
O Sereiano a cantar
Aí daqueles que não têm olhos sãos.
E ,ói, que gostava ele
De gostarem-n'ouvir cantar
Tra Lalá, traz, Lulu ü ü
Alfa e Beto, tudo aquilo morto
Sereiano levava.
E de escamas grossas
E pernas concisas
Fechadas é isso .
E sem conhecer ... (O)
Hoje em mecânica, sereia
Nariz de deus ao vivo
Carmem César
Sociedade vista rihanna.
Hoje ainda canta sereiano
mas em outro mares
E se eu quiser ouvir cantar
Tempestades jangada no oceano.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Da série: As coisas que não consigo entender #1

Porquê as pessoas tem a necessidade de tornar público algo que o interessado já sabe?

Isso é carência, falta de auto-confiança ou falta de amor próprio?
Não consigo mesmo entender o que leva uma pessoa, estando ao lado da pessoa referida, explicitar ao mundo todo, se dirigindo ao referido, em redes sociais, sejam elas whatsapp, facebook ou qualquer outra rede, o que ela sente (não sei o quanto de verdade tem nisso).
Nesse gesto fica muito claro que o quê ela tem a dizer, seja um agradecimento ou uma louvação, não é para o referido, e sim para se auto-afirmar enquanto pensador, entendedor, (ou não, não entendeu nada, também não pensou, reproduziu...).
Então cabe a nós, a mim e a minha chata intolerância, demonstrar a minha injúria e dizer também que pouco me impota o que dizem apenas para amaciar seus pequenos egos.
e deixo um alerta, babaovisse mais te afasta do seu ídolo do que te une a ele.
Beijinho no ombro!

terça-feira, 6 de maio de 2014

ciúme

não sei
levaram todo o ar do ambiente
não lembro onde eu estava
quando isso aconteceu

não sei
espremeram o ambiente
só o que sinto
é meu coração apretado
me fazendo contradizer
querendo só meu o que já tive
querendo meu em vidas próprias



partida

Fico.
Pois não partiria
deixando inteiro
meu coração.

terça-feira, 22 de abril de 2014

A real idade do amor

É coisa linda de ver
De que olhos primopiano
Surgem as cores do amor.
Mas é preciso se entregar
Ter força pra assumir
Sem deixar que suma,
Pra encarar
Ou escancarar
Por que amor é isso.
Surge
De um sorriso tênue
Um sorriso de consolo
De um calção bem largado
Ou de uma semana inteira junto
De rédea solta
Riso frouxo e uma carta
Onde em branco estão
Todos os possíveis versos
Esperados pelo amado.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Devastidão

Ficar bem eu fico
O difícil é me cuidar.
Me cuidar me cuido
Mas deixo muito pra trás.
Para trás memória
Da memória se esvaiu.
Se esvaiu passado
Passado correu pro riu.
Todo rio no mar
E o mar devastidão.
De vastidão é tudo
Tudo nada quase é.
É quase ficar bem
Isso sem perder a fé.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Agora ele só curte o cu dele rosqueado.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Acerola

Primeiro lambo sua pele vermelha
depois a chupo até o caroço.
E digo des de já
um pesar não comer-te o ano inteiro.

L. USA

Em já não é a primeira vez
que invades minha terra e me seduzes
com artefatos brilhantes.
E que deixo se entregar meu coração
que até então desconhecia o amor.
E que fecundas meu solo fértil
com as mais inescrupulosas almas.
Ái, simplesmente partes
deixando devastada minha terra.
O canto da Cauã ecoa longe.
Distante tu ouves mas ainda não é hora,
só quando tens vontade de navegar.
Quando voltas me encontra
em minha rede já deitada,
nua e a sua espera.
Eis que nasce mais um
caboclinho
abandonado no Brasil.