sexta-feira, 14 de outubro de 2011

das ressacas
evite a moral
as outras logo passam.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

já ouviu meu nome por aí?

quando amacio meu próprio ego
me recorrendo a antigas criações
quando mesmo evitando espelho no quarto
passo nas ruas com meus olhos colados aos vidros
sempre atenta ao excesso na largura
quando pergunto ao carinha do bar se já havia nessa vida
de mim ouvido falar

pro meu próprio bem, assim pensando, ainda como os pêssegos.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

reflexo

com todo cuidado pra água não cair do aquário, nossas almas, gemelas ,vão a galope no touro. mas sabe-se lá deus e a devida nossa senhora pra situação, onde esse touro vai parar.
talvez não pare. talvez.
acho que orion nos guia.

gostamos de vitrola, nina, simone, gil, jorge e jurubeba.
de alcachofra, selos, seios, flores, empanada, sabiás na madrugada e de poesias do tostes. poemas tostados.
gostamos de falar, resolver com a boca, resolver com a língua.

evitavos espelho no quarto


não gostamos, vai vendo, quando um dorme antes do outro.




eu não gosto de panquecas e ele, que ainda não aprendeu a gostar de Clarisse, não sabe tocar violão.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

o sabiá - il tordo


















il tordo che mi è svegliato ogni giorno

adesso dorme con me

e si sveglia solo quando chiamo.

"Vieni, tordo

Vieni a prendere una dolce goccia d'acqua

e mangi un po 'di mora."

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Ode às Andorinhas

é que no inverno eu sofro,
no inverno eu sinto dor.
enquanto não passa esse interno
meu amor não me quer,
sem amor
sin patia.
acho que é o porquê do frio
e assim são as contradições da vida.
então, Andorinha,
reconheço saudade
e também conforto,
e mesmo vindo de uma só
me traz ao menos esperança,
de que levarás minha tristeza às outras
que nos trarão o verão!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Aulas de Tânia Macêdo n.1

fartura e regurgito
comércio e banco
água luz e telefone
o "Jardins" do pedaço
com seus holofotes voltados
para os homens ajoelhados,
quase invejosos,
e submetidos
àquela violência ainda colonial.
ajoelhados homens
que dão vida
à "Mussaques" e "Kubatas"
e às aduelas de barril.
e lá, na Kissama
já era nascido o Turra,
filho de Hoji,
o Prometeu africano,
que viria me trazer
LUTA E RESISTÊNCIA
isso ainda muito longe da última rua de asfalto.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

velho lavrador




















É tempo de saber
e o velho lavrador
das coisas sabe.

Das coisas do sol,
quando nasce e se põe,
da colheita do arroz
coisas de antes e depois.

Com calma e disciplina
de quase tudo sabe,
o velho lavrador,

que foi chamar a moça pra ver
como tudo aquilo se dava.

E o tempo que passou
ainda era de saber
e a moça apaixonada
no meio do bambuzal
aproveitou o aprendizado
ensinando o Lavrador
a esquecer tantos deveres
mas não, claro, todos eles
e amar como animal.

domingo, 14 de agosto de 2011

Oya Sumi (u?)

Oya, minha Mãe,
aquele não me deixa dormir.
mais sinto sono
(do) que qualquer outra coisa pod(er)ia sentir.
um sono que com o sonho se mistura,
sono que não me deixa sonhar
e
a lua e Agosto
com virgem se aproximando
vem deixando-me transtornada
com tamanha disciplina
e sempre com leveza
que acho que não estou realmente entendo
o representa isso
nem a quem querendo enganar com tamanha dúvida.
me guia, Mãe
e aquele escudo me empresta.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A roda de Manoel

S. Manoel quem me chamou
por isso vim
Ver a roda girar
e girar na roda que sinto
Catar pedrinhas
miudezas
refleti-las
e soltar no mundo
(aprendendo a jogar).