terça-feira, 23 de setembro de 2014

você no meu pum

me envolvo
entre o gás e o gosto.
entra ar
e sái voando de mim,
estrondoso seu cheiro:
pum.

visto roupas alegres e saio
e a cada peidinho dado,
me lembro de você.

morrendo na praia

venha a onda que vier
me deixo levar
não estou pronta para me rebater no mar agora:
ele é forte demais e eu firme como um prego na areia.

A culpa é do PT


Quem diria e o quê seria dito de um velho e demodê batom vermelho sem tampa.

Traria mais vigor aos lábios gastos e pálidos das moças da rua lateral, Ou ficaria guardado ali naquela bolsa, juntando farelos de biscoito e tabaco esquecidos ou deixados no fundo forrado da borsetta foderata?
Juventude não segurou a peruca e quis sair beijando a rua toda. Homens, mulheres e deuses. As crianças dormiam. Dormiam como anjos cansados de segurar todo o caos, mantendo suspensos os Jardins da Babilônia.

Querem dar e comer ao mesmo tempo! Sim, todos querem dar. Todos querem comer.


Os jovens cansaram, querem se beijar uns aos outros concomitantemente. Não querem só amor, querem tesão também, e isso é culpa do PT, porquê o batom era vermelho, e todos sabem, o tal partido vem fazendo uma assídua lavagem cerebral, e implantando nas metrópoles além de ciclofaixas também batons de um vermelho parecido, e que andam causando um grande estrago na estrutura da Família Brasileira.


E a culpa não é do Zazá, que não segurou Pereira em casa. Unica e exclusivamente do PT, quem vem impregnando a cidade com seus inúmeros tons de vermelho.


quinta-feira, 18 de setembro de 2014

revoada

gavião pegou
menorzinho sabiá
nem do ninho tinha ido
gavião bicou no ar

quadra do sei esperar

ta tudo bem por aqui
mas sem referencial
já to anestesiada
quase tudo é normal

dentro disso o frio é chato
coisa que não quero em mim
aí, confusão é fato
mas não me mato no fim

ansiosa eu espero
a chuva tocar a flor
anulando o momento divino
de um ser que nem brotou

evidências

e o universo
 sempre evidenciando
as coisas de minha vida.

saindo sem chinela no bloco do sapato.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Saudade galinha!

muitas lembranças esquecidas;
empoleiradas na estante
ou ciscando pensamentos.

hoje choca ver
que vivemos à duras penas.


completamos um mês
de amores descompassados

o touro indo a galope
e o aquário pieno
de sentimentos e vícios


quarta-feira, 3 de setembro de 2014

num péssimo
 momento
de mim.
exalando poesia

o papagaio e a tempestade

vejo tuas mãos
que não podem me tirar
da tempestade.

vejo teus dedos.
não se fecham
nem furam o ar.

te contemplo
a criar um papagaio,

vejo que no teu mar
a tempestade
é bem-vinda,

sinto o cheiro da chuva.
já estou na tempestade.

ouço o capitão,
que ordena o desvio.

são dois capitães:
- Siga a tempestade
e encontre o papagaio!