quinta-feira, 18 de setembro de 2014

quadra do sei esperar

ta tudo bem por aqui
mas sem referencial
já to anestesiada
quase tudo é normal

dentro disso o frio é chato
coisa que não quero em mim
aí, confusão é fato
mas não me mato no fim

ansiosa eu espero
a chuva tocar a flor
anulando o momento divino
de um ser que nem brotou

evidências

e o universo
 sempre evidenciando
as coisas de minha vida.

saindo sem chinela no bloco do sapato.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Saudade galinha!

muitas lembranças esquecidas;
empoleiradas na estante
ou ciscando pensamentos.

hoje choca ver
que vivemos à duras penas.


completamos um mês
de amores descompassados

o touro indo a galope
e o aquário pieno
de sentimentos e vícios


quarta-feira, 3 de setembro de 2014

num péssimo
 momento
de mim.
exalando poesia

o papagaio e a tempestade

vejo tuas mãos
que não podem me tirar
da tempestade.

vejo teus dedos.
não se fecham
nem furam o ar.

te contemplo
a criar um papagaio,

vejo que no teu mar
a tempestade
é bem-vinda,

sinto o cheiro da chuva.
já estou na tempestade.

ouço o capitão,
que ordena o desvio.

são dois capitães:
- Siga a tempestade
e encontre o papagaio!

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

das migalhas que recebo

Paloma, ó, Colombina!
É somente o que consigo ter agora
Em plena Place du Tertre.
Não disputemos desfrutemos.
Duas partes,
A minha reservo.

Transformo com generosidade
em pão novo estas migalhas.


quinta-feira, 14 de agosto de 2014

A Revolta dos Alecrins Cheirosos

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Quinhão

não neguei o seu amor.
tinha o encontro
anotado em minhas mãos
mas suava frio
pensando no calor do nosso encontro.

criei coragem
(trouxe da certeza desse nosso amor),
estiquei meu braço esquerdo,
aquele dos sentimentos
femininos em seu eixo.

quando então busquei com os olhos as palmas
vi minhas certezas
tão solúveis ao destino
quanto tinta de caneta à água.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

então

Em tão pouco tempo
deixaria de sofrer.
Imaginação, diz o Taata, não é ação.
Deixaria de viver o futuro
impalpável em suas mãos.

Em tão pouco tempo
deixaria o passado ir adiante,
de um ponto de vista oposto,
posto na pista da volta
desprolongando o minuto do ser.

Passaria, então, a ouvir
seu próprio universo
não desconecto do todo,
pois apenas um somos,
Presente do universo
Dórum Sácrum
Kronus Sácrum

Ou sentiria que esse fora o recado
e cumprido em sua essência
do começo desconhecido
ao fim enigmático,

indivíduo grão de areia.

Mas continuaria aceitando
o céu de hoje aos olhos

ou daqui a nove ou dez anos
buscaria o para si?