domingo, 19 de fevereiro de 2012

os dois lókis do rolê:
ele mais é do que parece
já eu, mais pareço que sou.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

kaytumbá-lança

ô jangadeiro,
traz de volta o meu coração.
Kaytumbá
vem me segurando

não é você quem vai soltar.

deixa meu coração
viver um pouco sem dor.

um pouco insensível, um pouco invisível
deixa sem amor.
já amei demais,
tenho crédito no quesito
sem certeza não quero agora.
cá na dor ou na alegria
é só um tempinho de sarar
aí eu volto pra orgia.

domingo, 29 de janeiro de 2012

hoje eu sofro e é quarta-feira
mas ainda era sexta
e mesmo ainda lembrando
do dia desses
que eu tava toda judiada
era dele meu apreço
e coração escolheu entrar

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

18mm

mesmo dente. beijo molhado. saudade aguda. tempo parado.
 outro clima.

enxurrada levando tudo pra debaixo do alçapão.

assa-peixe. canivete. pequi. que deus te abençoe e te dê todo o juízo que não me deu.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Carta à Felipe Blanco

Salve salve, poeta,
resolvi te mandar uma carta, 
ja que tenho dois culhões,
e não é pra saber 
se estás bem, como estás?
É pra resgatar minha coisas 
e vai por ordem prioritária:
minha fita verde e branca, 
que quando perguntei dela estava na cabeça de sua mãe;
os óculos de sol do Robson, que não faço questão, mas é dele e dele sendo...
e uma blusa azul clara com desenho azul escuro, que não devolvestes até hoje.
Minha tesoura eu ja esqueci, e outras duas comprei.
Cortei com elas já algumas relações
e saiba que a nossa 
com a tesoura de cabo bege foi cortada.

É isso, continuas a escrever mui bem, 
um pouco nojento, 
mas mui bem!
sem mais nem menos,

Ana Flor, a do passarinho verde.

sábado, 31 de dezembro de 2011

longe de me sentir obrigada
a sentar a a bunda na cadeira giratória
e só de lá levantar quando a poesia estiver pronta
nem escrever eu quero mais
escrevo pois é compulsório
não necessário, e nem obrigatório
mas é escrever, é assim
se escreve quando quer
se escreve o que na cabeça pareça ter sentido
o que o corpo possa ter sentido
se escreve de amor e dor
e na filosofia, com a rima fácil ou não, presuntiva e banal
lá está, a poesia, primeira ou ultima
ou um poema simples pra não virar o ano em branco.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

queima-se uma biblioteca

quem na tranca é o melhor
não é melhor que S. Euclides.
pra ser querido, desse jeito,
la no morro do querosene,
só com os longos anos que acumulou
naquela velha camisa xadrez
meia manga, logo digo,
e ele foi um grande amigo
pois quando
na sinuca mata-mata
não ganhava, era apenas
quando queria fazer alegre
todo e qualquer oponente
e ganhar a dose de cafezinho
que há uns longos 5 minutos
não tomava com tanto prazer.

queima-se uma biblioteca.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

se quisesres ficar em minha terra
terás que conhecê-la
todos os seus segredos
revelados na partilha do vinho de jatobá
não sou assim tão delicada,
se quiseres, podes tocar.
as rosas geralmente tem esse jeito,
de longe, são vulneráveis
de perto um pouco mais

mas temos nossas próprias defesas;
não queira me proteger do inverno

no começo da primavera.

Guaraci

Nunca tive cafetão
e vadiar é só o que faço.
Mas nem por isso, mangue d'eu.
Minha navalha, afio todo dia.