sexta-feira, 11 de setembro de 2009

homme en colère

Antes que comecem a me perguntar, aliás, já começaram; eu ótima, são apenas expressões artísticas. Lá vai...


HOMME EN COLÈRE


Meu nariz não pára de crescer, e eu estou adorando. Assim é mais fácil observa-lo.
Não paro de pensar em mentiras.
Sou feito de maldade, maldade essa que move minhas mais profundas vontades.
Sou mesquinho!
Penso só em mim e em quem amo, isso quando amo. Se bem que eu não sei se sei o que é amor, é querer bem? Mas o que é o bem no meio de estranhas intenções.
Perdi o sentido da vida agora que descobri tamanho descaso com o sentimento alheio. Tanto desrespeito com quem sempre fingiu me respeitar, devo fingir também?
Anuncio aos meus amigos que não dou a mínima. Claro, continuarei enchendo meu nariz de pó e vocês continuaram me fornecendo. E continuarei fornecendo a vocês sempre que me sentir carente de companhia.
A vocês, mulheres, continuarei doando meu sêmem para suas iludidas bocetas emborrachadas, mas não se apaixonem por mim que não amarei-as. Não amarei!
Desde quando voltei do inferno que venho percebendo que nada disso vale a pena.
Estudar e me prostituir, vender minhas ideias para hipócritas lucrarem. Compro ideias de idiotas e lucro com elas.
Plantar, e dividir oxigênio? Não mais, não que eu algum dia tenha feito isso, mas já pensei seriamente em colaborar. Sem colaborações, agora foda-se, não me ajudaram. Farei com o mundo como fez comigo, praguejarei até o fim! FODA-SE!!
Brincar, brincar? De que? Polícia e ladrão. A graça já se foi, o mundo é uma merda, concordem, e eu sou a maior delas. Assumidamente, sem hipocrisia.
Vendo drogas para menores, para maiores, para pobres, deficientes e padres. Dou drogas para menores.
Sou quase um homem morto, porém satisfeito com tamanha honestidade!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

O Milagre de Santa Luzia



Há tempos não me emocionava assim com o cinema.
Semana passada tive a honra de prestigiar o belo longa metragem de Sérgio Roizenblit, "O Milagre de Santa Luzia".
Há alguns bons anos venho pesquisando a cultura popular brasileira e suas raizes, por isso o convite. Mas eu e a sanfona temos pouco tempo de namoro, precisamos nos conhecer para nos apaixonarmos e estamos cada vez mais próximas e eu entregue nesse amor.
Queria que todos tivessem a oportunidade de chorar como eu chorei ao ver Patativa do Assaré declamando um de seu lindos poemas, esse pra o Rei Luiz Gonzaga.
Cada mestre em reconhecimento de sua missão.
O resfolego danado do Forró de Arlindo, que reúne a nata do sanfonasso, um mais feliz que o outro em poder ver seu parceiro tocando.
A Fé em seus rumos e trilhas, antes de tudo a Fé.
Trilhas essas que levam romeiros e boieiros com seus lindos versos espantando os males do sertão. Ser tão valente! Isso tem que ser... "Eu agora vou falar/ e falo de coração/ esse sertão é sofrido/ uns acha outros não".
E quem sai do sertão, sempre quer voltar, ver sua origem renascer. Buscar vida nova no sul pra voltar à vida velha no sertão, mas com dignidade.
O fim-da-tarde é mais bonito no sul, quando vem um gaiteiro e começa a sanfonar. Acordeão todos que dormem e vem ouvir a firme melodia. Brasileiro Italiano, Riograndense Argentino, Pernanbucano Paulista e Paulista Oriental. O meu Brasil é muito rico e minhas palavras pobres para tanta beleza.
"O Milagre de Santa Luzia " mostra com delicadeza e seriedade a essência desse misterioso instrumento de fole e sua repercussão no Brasil.
Assintam e me digam se não é revigorante.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

já ouvi, calma!

Vou com calma nesse amor, que na vida me precipitei demais.
Quantas vezes em vão me declarei achando que seria a sinceridade o melhor caminho.
E minha mãe que me dizia:
"Homem é tudo igual, só presta pra pagar pensão, e isso, quando paga!"
Eu discordava, e em partes ainda discordo. Tem mais utilidades, mas ainda prefiro o açougue, que lá, a linguiça não fala.
Brincadeira, sou sensível, muito sensível, mas já vi que homem é (quase) tudo igual! Ainda mais quando se trata de sentimentos. Primeiro não querem sentir, depois, quando sentem não admitem.E pior, quando admitem não demonstram.
Ô medinho medíocre!
Viver sozinha eu não vou, nem virar sapatão, já tentei e num teve gosto, mas ei de concordar com a Jubileu que está cada vez mais difícil um encontro amoroso, romântico.
Pra titia também não fico mais, já casei e tenho filho.
E tem sido tão difícil essa vida leviana que cansei de ser radical, cansei das minhas junkerias e putarias, serei mais séria e um amorzinho cairia muito bem.

retorno a cinco (mil) metros

Lá na usp tá rolando uma parada que é assim:
São Paulo, mó caos, mó trânsito, e hoje mó calor, mas isso não faz diferença, continuemos; butantã, pessoas afobadas, atrasadas e espertas; Usp, livre acesso e um ótimo corte de caminho pra que vem de Osasco, Rio Pequeno, Favela São Remo e Avenida Politécnica, que dá acesso também à Rodovia Raposo Tavares.
Por conta dessa confusão toda, do trânsito à São Remo, a reitoria da Usp em união com sua Guarda Universitária decidiu fechar todos os retornos que vão do Portão 1 até o H.U, pasmem! até o H.U! Todos eles com uns cinco guardinhas pra não ter nem a vontade de perguntar qualquer coisa que seja de se perguntar.
Isso tudo, pra evitar o trânsito dentro da cidade universitária. Cartões de Identificação apenas pra seu lá o que... ah sei! Pra não deixar os não-universitários participarem das festinhas dos universotários.
O interessante é que hoje de manhã, quando estava deixando a Maria, minha filha, na creche onde "estuda" me deparei com uma daquelas cenas que nos revoltam... "somos todos iguais perante o pai"... mas se temos uma sirene, mesmo que num carro sem identificação alguma, somos maiores, até que o pai.
E aquela velha história de "fora a polícia do campus"?

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

centauro

a metade cavalo
que ainda não descobri,
estou a descobrir:
tens trote valente
no trote, vai lento
na paz interior
que tempos busco

magia
é seu mundo
dos elfos é senhor
ninfeticamente apaixonada
a guerreira amazona

fogo tens
que me esquenta a alma
alumeia o dia nublado
de amanhã,
na chuva
não sinto frio
e a insegurança que me abatia
por tua flecha foi levada

me cobre
me esquenta
me prova
e me da seu peito
no aconchego
de um amor inversamente platonico

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

escora













com minhas patas
sigo na estreita trilha
ainda não trilhada
sem rumo preciso
sustento o que posso
sus_tento o que quero
e o peso máximo em minhas costas
não suporta minha dor
assim aliviando-se
por pura vontade
e me livrando
eu, a presa
das garras do
presente destino.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Zafenate


Meus queridos amigos e amigas, venho mais uma vez convidá-los a assistir o show da banda Zafenate no Açaí Praia nesta sexta-feira dia 14 a partir das 23hs.

Desta vez não tem descupa, as férias acabaram e agora é no fim de semana, então mandem a preguiça embora e vamos chacoalhar o esqueleto ao som da banda Zafenate que a cada show tem um novo repertório incluindo agora alguns covers famosos.

Começa as 23:00
H - $12
M - $8

Informações:

Açaí Praia - Av. Faria Lima, 3599 - SP
Fone: 3078-1605

Esboço

Eu bem que tento
ser artista
Mas na hora da entre_vista
gaguejo palavras sem sentido
e não que eu insista,
mas o que de pior tenho
é o que sai na revista

Eu bem que tento
ser mulher
mas na hora do café
nunca acerto o ponto do maldito

Eu bem que tentei
levar a vida
e não deixar com que ela me levasse,
mas deu pra ver, !?
não levo jeito pra isso.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

acho

acho que parei de fumar
que parei pra pensar
acho

sem identidade
agora cedo
e jamais
tarde

pra recomeçar
um jeito novo
de pensar
e enfim
agir

terça-feira, 4 de agosto de 2009

fim de mim

será um começo
uma nova vida
denovo nasci?
sei que mais uma vez
estou rachada
furada
só o pó!

agora sou broto
e nada disso antes dito.

começo de EU.