terça-feira, 25 de setembro de 2012

Esse meu coração de ferro
Agora precisa de solda.

no céu

vi ovelha
girafa
elephante
tropas valentes
chefes gigantes
cobertor e travesseiro
a zelar sono infante

mar montanha pasto
savana e deserto vasto
até a ponta do mastro
vi
"não viu!"
vi navio
um macaco mas fugiu
foi do mar banhar no rio

abelha colméia e tudo;
centauro e cavalo manco
no céu infinito manto
vi Deus também vi Santo.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

I due giardini

Il tuo giardino è così bello.
C'è un fiore che sembra rosa.
Una rosa zingara che a tutti incanta nei loro quattro atti.
Il mio ha anche fiore.
Un fiore come madre a che io chiamo di Maria.
Vedi se vuoi:
Facciamo un bel giardino
Più grande e più colorato.
Farfalle atterreranno e faranno fecondare la terra.

Così poi vivremo la nostra terra, la nostra gente vive!
Facendo perpetuare l'amore tra umani.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

meio impaciente, esperando alguma coisa que não chega.
talvez um alguém pra morar pra sempre em meu coração, mesmo que seja por um tempo, mas quero sentir o pra sempre.
alguém que ache confortável o estar no meu coração.
coisa que o tempo vai resolver, mas que falta tempo. não é pra agora.
buscando as estabilidades. as físicas e emocionais.
no caminho pra tudo isso
sem saber exatamente onde quero chegar.

terça-feira, 24 de julho de 2012

3

cada cajueiro foi plantado ao seu modo
cada cajueiro foi plantado ao seu tempo
as flores eram parecidas mas não se fizeram iguais
e os frutos que nasceram eram todos cajus

povo de aruanda

ando eu e meus mortos, o povo de Aruanda.
ficus, galhos entranhados, mulemba:
desvio na noite. não escuto conversa alheia e pra essa reunião
ainda não fui chamada.

dia do lobolo

tua moça é forte
e meu boi é turino.
meu amor também é kikalanga
meu amor é nganga
pois nasce e vive na pureza
musalo musalo
e a poeira vái
meu amor é sarabanga e munanga

samgom do meu espírito!

sexta-feira, 13 de julho de 2012

reflexo 3


encontrei dia desses assustador espelho meu.
desses que bem inventa sanação pra toda e qualquer dúvida e me apresenta a canção da minha infância.
"
.
.
.
. "

o filho de jacob

com covardia e truculência
descobri que dormia na rede errada.
um ciclo do infinito com muito amor e pouca dedicação,
muita beleza sem nenhuma confiança.

um filho, um sonho e muitas suspensões.

esquecer não é bom
bom mesmo é fingir que tudo não passou de um mal entendido
rancores vão embora e as mágoas passam.
que as distâncias se encurtem e que venham os sete anos de fartura.