sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Me ama. Fica bravo. Falo sério. Sem conversa. Me ver nem por ouro. Ou não dá pera entender, ou generaliza no sentido literal: Coisa do gênero masculino.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Dos corpo enamorados unidos,
entrelaçados com rosas
tal qual o amor de Inês e Pedro Hum.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

sonho

Sonhei com Daniel na história de João e Salomé.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Uma toca quase alto
Outra toca sem ouvir
Já eu canto e grito por aí.

Ela tem os olhos verdes
Ela tem olhos azuis
Os meus são negros olhos de jabuticaba
Ele é de mel.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Descobri hoje que o fundo do poço é um ótimo lugar pra sementes brotarem! Escuro e úmido! Renasci! Flor e ser! Emoticon heart

fundo do poço

Foi bom que tu me largastes aqui sozinha.
Está escuro
mas foi bom.
Está frio
mas foi bom.
É bem úmido aqui.
É uma propícia situação para uma semente nascer.
Confluem hora e local
E sendo tão escuro aqui, pude ver clareza.
Tive que vir no fundo do poço escuro,
nessa caverna estalagnosa,
pra enxergar a realidade.

Desde que me largastes
recebi muitos amores.
Recebi visita do Eduardo,
parece que sabia
que não estavas mais aqui.
Recebi uma carta do Otávio,
me chamando de amor e me desejando o melhor no mundo,
e que se fosse ao lado dele melhor.
Me apertaram com abraços como há tempos eu não deixava.

Me deixei afagar por outrem.
Me deixe ter amor pleno.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

rio maracanã

quando o querer conflui
com o tempo do ter
a pré-feitura é o lugar
é o barraco, é o barro,
é o barroco
é o chão
batido com os pés
de nossas danças no infinito

pés avisam:
quaisquer forem os aromas
serão chêros os pescoços

o moço-homem é merecedor,
mas diz,
não será rio nessa vida.
a moça-mulher prepara seu corpo;
um rio no engano
que ainda não desaguou

pela ordem
agora florir
o belo breve intenso,
ou longo porvir.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Eu sofria. Agora sou fria.
o mesmo gesto desfez lembranças
circunstâncias criam amalgamas vogais
corpos de giz em trilhas descartáveis
em instantes avançam-se os arcos
e o lusca-fusca faz a esperança
meus cachos nos antigos cachos dele.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

halloween

É isso é que dá. Essa mania de trazer tudo de fora pra cá. Hora do cafezinho é coffebreak, aquilo que está nas cabeças é top of minds, qualquer simples sim vira yes e vai se foder é fuckyou.
Luis Claudio já era bem grandinho. Já havia se formado no curso de Ciências da Computação, e com o salário de iniciante na ANATEL já conseguia pagar tranquilo a metade do aluguel do apêzinho que dividia com Artur, seu companheiro dos tempos da faculdade.
era grandinho, mas mesmo assim, como uma mundana espera ansiosa o carnaval, ele esperava da mesma forma, todos os anos, o Halloween. Esse ano não foi diferente e, assim como um bom carnavalesco um mês antes da farra já tem sua fantasia brilhando, reluzente na cabeça, se não nas mãos, com Luca e o Halloween era assim também. Esse sabia bem o que fazer. Eram bem elaboradas suas vestes. No ano passado mesmo ele foi de Vampiro-Feliciano.
Passou a semana inteira pulando. Indo de loja em loja, do CONIC ao Guará e a algumas cooperativas de reciclagem.
A festa seria no Lago Sul mas no caminho buscaria no aeroporto JK sua namorada. Adelaide, que depois de ter terminado seu curso de pedagogia na UnB voltara para Niterói, sua terra Natal.
Luca foi pontual mas o vôo não. Santos Dummont é sempre embaço, pra chegar ou pra sair. Luca desceu do carro e se dirigiu ao guichê da empresa aérea. Luca não conseguiu, porém, chegar ao seu destino pois sua fantasia era tão boa e bem bolada, mas tão boa e bem bolada que ao seu terceiro passo, toda a força tática já estava ao seu redor. E de nada adiantava Adelaide gritar ou espernear, nem tentar explicar, de burca fantasiada. Teriam que desarmar o homem bomba no salão de festas da Polícia Federal.